Suspeito de feminicídio em Paraibuna é preso após duas semanas de buscas

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Um homem de 34 anos foi preso nesta terça-feira (3) suspeito de matar a companheira, de 58 anos, na cidade de Paraibuna, no interior paulista.

O suspeito, identificado como João Lenon Alves Santos, foi localizado e detido em Viradouro, após duas semanas de investigações conduzidas pela Polícia Civil do Estado de São Paulo.

Segundo a polícia, as diligências para localizar o suspeito envolveram uma força-tarefa que percorreu mais de 2 mil quilômetros durante a investigação.

Crime aconteceu dentro da residência

O crime aconteceu na tarde de 16 de fevereiro, por volta das 14h30, em uma casa localizada na Estrada do Espírito Santo, no bairro Vila de Fátima.

Quando os policiais chegaram ao local, uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência já prestava atendimento na residência. No interior do imóvel, os agentes encontraram a vítima morta.

De acordo com o boletim de ocorrência, o local apresentava vestígios de sangue e sinais de violência.

Ainda segundo relato à polícia, o irmão do suspeito afirmou que o homem teria matado a companheira e fugido logo em seguida.

Confissão durante ligação

A investigação aponta que, após o crime, o suspeito teria ligado para uma cunhada e confessado o assassinato durante a conversa, que foi gravada e passou a integrar o conjunto de provas.

Prisão após série de buscas

As buscas pelo suspeito começaram no dia 27 de fevereiro e se estenderam por diferentes cidades do estado. As diligências foram retomadas nesta terça-feira (3), quando ele acabou localizado e preso.

Durante interrogatório, segundo a polícia, o homem confessou o crime.

Ele permanece preso preventivamente e está à disposição da Justiça. O caso é investigado como feminicídio pela Delegacia Seccional de Jacareí.

Defesa

Segundo o G1 da Vanguarda, a defesa de João Lenon Alves Santos, representada pela advogada Camila Melo, informou que o suspeito se apresentou voluntariamente à polícia e que irá colaborar com as investigações.

Os advogados afirmaram ainda que aguardam acesso aos laudos e demais provas para se manifestar formalmente no processo, ressaltando o respeito ao devido processo legal e ao direito de defesa.



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